Gente,
Nunca gostei de "malhar" e sempre detestei aquele clima de academia: gente linda, corpos escultarias, roupas mínimas, paquera, olhares..etc etc etc... Essas coisas todas que a gente vê em academias grandes.Mesmo na época em que eu me enquadrava nesses padrões... não curtia o clima.
Desde muito jovem me sentia um ET nesses lugares, e com o tempo fui tomando mais repulsa ainda.
Já fiz de tudo que vocês podem imaginar: Spinning, AeroBahia, Jump, Musculação, GAP, Body Pump, Condicionamento Físico, Hidroginástica... até Swásthya Yoga eu tentei (este confesso que era muito bom, mas meu tamanho me limitava um pouco e acabei saindo também.)
Minha tentativa mais recente foi a Curves. Para quem não conhece o estilo, eu explico.
É uma academia só para mulheres. Você vai lá 3x por semana e malha durante 30 min num circuito. Segundo eles, toda a atividade equivale a 1h30 numa academia normal.
Bom, desde janeiro frequento esta academia, mas com o tempo fui perdendo o interesse. Vários motivos me levaram a isso. Comecei a achar monótono (circuto é sempre a mesma coisa), o horário não estava atendendo a minha necessidade pq saio do trabalho as 14h e lá só abre (na parte da tarde) às 16h. Imaginem só... eu tinha que esperar 2h até abrir a academia. A justificativa para isso??? Regras da matriz que é americana. Vejam só... horário de americano para brasileiro não funciona, não é mesmo?
Enfim, hoje, depois de muito relutar, resolvi encarar a recisão de contrato e sair de lá para procurar outro lugar, mais próximo de casa e que tenha um melhor horário para mim.
Na verdade tô meio perdida, não sei bem o que fazer. Não curto muito malhação, esta sim é a verdade nua e crua, mas preciso fazer alguma coisa que me ajude, e de preferência que tenha dia e hora para acontecer e que me prenda de alguma forma. Se deixar frouxo tipo "você pode vir o horário que quiser, ficamos abertos até a 0h.." é bem capaz de eu enrolar e não dar as caras novamente.
Aí, lendo os bloguinhos das amigas, encontrei a Mira(http://miranabalanca.blogspot.com/). Ela pratica jiu-jitsu e me mandou a seguinte matéria:
Aliado: jiu-jítsu (de três a quatro vezes por semana, uma hora e meia por dia)
Patricia Nakatani, 30 anos, diretora de marketing e atleta
“A vida toda eu sofri com o efeito sanfona. Cheguei ao limite quando somei 40 quilos ao que seria meu peso ideal. Foi meu médico, especialista em obesidade, que me aconselhou a procurar uma atividade física para ajudar a emagrecer. Na academia, montei um programa de atividades aeróbicas e exercícios de força.
Depois de dois meses, ainda com 110 quilos, estava procurando a sala de kickbox e entrei na aula de jiu-jítsu. Foi mágico. Ninguém me discriminou, me senti acolhida naquele grupo. Estava muito acima do peso e mesmo assim as pessoas me deram a maior força para continuar. Foi um apoio fundamental naquele momento. Eu precisava me sentir aceita, fazer parte de um grupo e ter um esporte que me conquistasse.
Passei a praticar jiu-jítsu três vezes por semana e isso me modificou por dentro. A primeira reforma foi na minha auto-estima. Eu não gostava de mim, tinha vergonha do meu corpo. Quando me senti aceita no esporte, fiquei mais generosa comigo e passei a me aceitar.
Continuei na luta para voltar ao meu peso normal, mas com tranqüilidade. No inicio dos treinos, ganhei consciência corporal. O toque do adversário e os golpes contra o meu corpo foram me ensinando a enxergar as minhas dimensões, o meu tamanho, e me ajudaram a compreender o que eu gostaria de modificar em mim. Hoje, sou uma mulher vaidosa, consciente do que posso realizar.
Isso não está ligado apenas à perda de peso. Já estive com o peso normal sem me dedicar a uma paixão, como o jiu-jítsu, mas era uma magra vazia. Naquela época, qualquer frustração eu descontava na comida e voltava a engordar tudo de novo. Hoje, eu tenho uma vida nova, falo isso com o maior orgulho. Sou uma mulher que conquistou um novo corpo, uma nova auto-estima, uma medalha de ouro e um namorado bacana.
Esse esporte despertou a minha força, minha concentração, minha disciplina, minha auto-estima. Pela primeira vez na minha vida, estou namorando de verdade. Amo e me sinto amada. Devo isso ao amor-próprio. Em seis meses de aula, já estava competindo e, depois de um ano, em 2005, fui campeã brasileira, uma coroação da minha nova vida, que começou a acontecer quando eu coloquei os pés na academia e espero que dure para sempre.”
O que diz o especialista
A atividade física é uma aliada fantástica para turbinar o amor-próprio. Como explica o endocrinologista da Unifesp Lian Tock, malhar muda a cabeça de qualquer um. “Eu não tenho como conter a obesidade e a diabetes de um paciente se ele não associar o tratamento a uma prática esportiva.
Além da evolução no sentido de emagrecimento e funcionamento do metabolismo, o exercício também ajuda no tratamento de casos de depressão, melhora o convívio social da pessoa, aumenta a auto-estima e dá mais ânimo.
Na minha opinião, é o ponto de partida para o tratamento de qualquer doença.” Com todas essas qualidades, o exercício pode funcionar como motor importante para mudança de vida, uma vez que consegue associar benefícios físicos e comportamentais."
Identifiquei-me completamente com a matéria, e depois dela resolvi tomar atitudes concretas para mudar e achar algo seja legal e adequado para mim como esporte.
Por enquanto estou lendo sobre quase todas as lutas que conhecemos (boxe, judô, karatê, jiu-
jitsu, kung-fu...) para saber exatamente o que é cada um delas e decidir.
Além disso, tô criando coragem para encarar um modalidade de luta com o peso que estou hoje. Sei que vou morrer de vergonha ... verdadeiro pânico de ser ridicularizada, mas vou encarar.
Bom, é isso crianças. Quem quiser me ajudar com mais informações e tudo mais é só comentar.
Muitos Beijos
Mi
P.S1: Valeu pela dica, Mira!!!! Tksssssssssssssssssssss.
P.S: O Lu disse que me acompanha, que vai fazer a tal luta comigo... olha que legal!!! Já é um super estímulo. Vamos escolher juntos e daí caimos no tatame para detonar com o excesso de peso!!!!! Yesssssssssss :o)